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Google investiga possível ajuda interna em ataque

possivel traição dentro do google

XANGAI, 18 de janeiro (Reuters) - O Google está investigando se um ou mais funcionários podem ter facilitado um ataque que a empresa norte-americana diz ter sido vítima em meados de dezembro, afirmaram duas fontes à Reuters nesta segunda-feira. O mecanismo de busca mais popular da Internet afirmou na semana passada que estaria pensando em se retirar do mercado chinês depois de reportar que foi atingido por um "sofisticado" ataque contra sua rede, o que resultou em roubo de propriedade intelectual.

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Governos burros usam tecnologia para impor suas ideias e conçeitos bitolados


 "O Google não informou se acredita que o governo chinês esteja por trás dos ataques de piratas virtuais."



"A China usa uma série de ferramentas para atacar os ativistas e tentar ter acesso a seus pensamentos e ações", afirmou o artista Ai Weiwei




O governo chinês não respondeu à ameaça do Google de abandonar o país, depois do gigante da internet mundial acusar hackers chineses de se infiltrarem no sistema Gmail. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse ter “preocupações sérias” e que esperava explicações do governo chinês.
Segundo especialistas, o Google prefere sacrificar seu crescimento no país, onde tem apenas 30% de seu mercado, para evitar novos hackers e espionagem industrial que afetam a segurança de seu modelo.
O Google diz que contas de e-mail de ativistas de direitos humanos foram atacadas. Não se sabe se os hackers fazem parte de uma operação do governo chinês, mas o Google insinua que o governo poderia, se quisesse, reprimi-los.
Outras 34 empresas americanas foram atacadas por hackers chineses, diz o Google, mas só a fabricante de softwares Adobe se pronunciou ontem, confirmando a acusação.
O Google anunciou ainda que não está mais disposto a censurar as buscas de conteúdos na China, o que pode forçar o fim de suas operações. Ambas as decisões da empresa foram ignoradas pela mídia local.
Desde 2006, quando foi criado o site Google.cn, a gigante americana tem problemas com a censura e é retirada do ar constantemente, o que transformou o chinês Baidu.com o líder no mercado de buscas.
Apenas no final do dia, a agência estatal Xinhua divulgou reportagem em seu site em inglês em que uma autoridade que pediu anonimato buscava mais informação sobre os planos do Google de deixar o país.
Mesmo com a censura, a queda de braço do Google com a censura chinesa foi o assunto preferido dos milhares de usuários do bloqueado Twitter no país (que usam proxies e vpns para ter acesso).

Quatro universitários fizeram um pequeno protesto na entrada da sede do Google em Pequim, depositando flores e dizendo que os internautas chineses deveriam ter o direito de escolha do que acessar na internet. Mas não deram os nomes por medo a represálias.
Apesar do anúncio do fim da autocensura, até ontem nada havia mudado nas pesquisas do Google.cn. Ao se digitar “Praça da Paz Celestial”, aparecem fotos de turistas (quando a pesquisa é no site internacional, bloqueado no país, surgem imagens do massacre de 1989).
Nos últimos anos, o Google foi criticado por organizações de direitos humanos nos EUA por colaborar com a censura chinesa, mas argumentava que essa era a única maneira para operar na China.
Mesmo assim, o site foi bloqueado diversas vezes no país, política que favoreceu o crescimento do Baidu.com, uma cópia do Google.