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Governos burros usam tecnologia para impor suas ideias e conçeitos bitolados


 "O Google não informou se acredita que o governo chinês esteja por trás dos ataques de piratas virtuais."



"A China usa uma série de ferramentas para atacar os ativistas e tentar ter acesso a seus pensamentos e ações", afirmou o artista Ai Weiwei




O governo chinês não respondeu à ameaça do Google de abandonar o país, depois do gigante da internet mundial acusar hackers chineses de se infiltrarem no sistema Gmail. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse ter “preocupações sérias” e que esperava explicações do governo chinês.
Segundo especialistas, o Google prefere sacrificar seu crescimento no país, onde tem apenas 30% de seu mercado, para evitar novos hackers e espionagem industrial que afetam a segurança de seu modelo.
O Google diz que contas de e-mail de ativistas de direitos humanos foram atacadas. Não se sabe se os hackers fazem parte de uma operação do governo chinês, mas o Google insinua que o governo poderia, se quisesse, reprimi-los.
Outras 34 empresas americanas foram atacadas por hackers chineses, diz o Google, mas só a fabricante de softwares Adobe se pronunciou ontem, confirmando a acusação.
O Google anunciou ainda que não está mais disposto a censurar as buscas de conteúdos na China, o que pode forçar o fim de suas operações. Ambas as decisões da empresa foram ignoradas pela mídia local.
Desde 2006, quando foi criado o site Google.cn, a gigante americana tem problemas com a censura e é retirada do ar constantemente, o que transformou o chinês Baidu.com o líder no mercado de buscas.
Apenas no final do dia, a agência estatal Xinhua divulgou reportagem em seu site em inglês em que uma autoridade que pediu anonimato buscava mais informação sobre os planos do Google de deixar o país.
Mesmo com a censura, a queda de braço do Google com a censura chinesa foi o assunto preferido dos milhares de usuários do bloqueado Twitter no país (que usam proxies e vpns para ter acesso).

Quatro universitários fizeram um pequeno protesto na entrada da sede do Google em Pequim, depositando flores e dizendo que os internautas chineses deveriam ter o direito de escolha do que acessar na internet. Mas não deram os nomes por medo a represálias.
Apesar do anúncio do fim da autocensura, até ontem nada havia mudado nas pesquisas do Google.cn. Ao se digitar “Praça da Paz Celestial”, aparecem fotos de turistas (quando a pesquisa é no site internacional, bloqueado no país, surgem imagens do massacre de 1989).
Nos últimos anos, o Google foi criticado por organizações de direitos humanos nos EUA por colaborar com a censura chinesa, mas argumentava que essa era a única maneira para operar na China.
Mesmo assim, o site foi bloqueado diversas vezes no país, política que favoreceu o crescimento do Baidu.com, uma cópia do Google.

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