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O enigma do tesouro de Oak Island ou a história da verdadeira ilha do tesouro


O enigma do tesouro de Oak Island ou a história da verdadeira ilha do tesouro
Tudo começou em 1975, quando Daniel McGinnis desembarcou na ilha deserta de Oak Island para caçar. Vinha da cidade de Chester, na Nova Escócia, não muito longe da cidade de Halifax (Canadá). Foi por acaso que, enquanto procurava animais, descobriu um guincho de um navio (mecanismo mecânico de elevação) suspenso numa árvore por cima de uma cavidade escavada pelo Homem. Decidiu voltar a explorar esta escavação e assim começou a história do famoso tesouro de Oak Island.

McGinnis e dois dos seus amigos transformaram-se em caçadores de tesouros improvisados. Descobriram um poço circular muito profundo. Até cerca de 9 metros de profundidade, descobriram plataformas de carvalho. Isto veio reforçar a ideia de que ali devia haver um tesouro escondido. Infelizmente, o trabalho tornou-se cada vez mais penoso, perigoso e difícil, e desistiram de procurar em 1804.


Infiltrações de água!

No entanto, desde o início das obras, nove anos antes, a história espalhou-se por todo o país. No mesmo ano, um habitante da Nova Escócia que possuía uma grande fortuna, Simeon Lynds, decidiu retomar as escavações abandonadas. Criou até uma empresa de investigação de tesouros com esse objetivo.

Retomou as obras em curso quando já oito plataformas tinham sido descobertas e seladas para impedir as infiltrações de água. A esperança de encontrar o tesouro tornou-se mais forte quando, a 28 metros de profundidade, encontraram uma pedra gravada. Quando uma picareta chocou com um objeto rígido, pensaram ter encontrado o cofre-forte!

Foi então que a sua sorte mudou. Na verdade, tendo cavado todo o dia, os homens, cansados, decidiram acabar o trabalho no dia seguinte. Foram para casa, pensando que bastava voltar para ir buscar o cofre e partilhar o tesouro.

Porém, no dia seguinte de manhã, tiveram a surpresa e a deceção de verificar que o poço se encontrava debaixo de doze metros de água! Depois do primeiro choque, decidiram baldear para evacuar a água, pensando demorar apenas algumas horas.

Na realidade, baldearam durante semanas, fazendo o nível da água baixar apenas alguns centímetros.
O poço parecia encher-se de novo de cada vez que retiravam água com os baldes e as bombas improvisadas.


Água e mais água!

Em 1805, como não conseguiam secar o poço, começaram a escavar um segundo poço paralelo ao primeiro. Tudo correu na perfeição até à profundidade de 33 metros. Começaram então a cavar horizontalmente, em direção ao primeiro poço.

Nesse momento, foram obrigados a vir depressa para a superfície, dado que a água começou a entrar com muita força no segundo poço, ameaçando afogá-los! Quase que não conseguiram sair deste segundo poço, dado que ficou cheio de água, tal como o primeiro.

Esta inundação repentina marcou o fim das obras para Simeon Lynds, que ficou arruinado.

Os dois amigos do descobridor do poço (Daniel McGinnis já tinha morrido entretanto), decidiram retomar as obras em 1849. No entanto, Anthony Vaughan e John Smith, com mais de 70 anos nesse momento, já não podendo escavar, tiveram o cuidado de pedir o financiamento de uma grande empresa da cidade de Truro (Nova Escócia).

Com meios técnicos claramente melhores do que o seu predecessor, Simeon Lynds, iniciaram grandes obras de perfuração e de bombagens que pareciam provar a presença de dois cofres. Contudo, de cada vez que pensavam progredir, uma derrocada ou uma inundação vinham dificultar o seu avanço!


Um sistema de proteção engenhoso

Tudo ia de mal a pior, pois o fundo do poço cedeu e os cofres caíram num buraco sem fundo. Será que os cofres se tinham partido com a queda e desaparecido para sempre?

Para não ficarem na dúvida, decidiram continuar a escavar. No entanto, as várias derrocadas tinham-lhes ensinado uma coisa: os poços enchiam-se de água porque a pessoa que tinha cavado o poço o ligou ao mar através de um túnel. Resultado: inundava-se sistematicamente de cada vez que os trabalhadores pensavam tê-lo esvaziado!

Claramente, devia haver qualquer coisa preciosa naqueles cofres para implantar um dispositivo tão engenhoso de proteção de poços! Outra certeza: aqueles que tinham cavado este poço tinham grandes conhecimentos de engenharia.

Em 1893, isto é, cerca de cem anos depois da descoberta do jovem McGinnis, 98 anos mais exatamente, continuava-se a saber o mesmo sobre o conteúdo exato dos cofres! Nesse ano, o túnel que levava até ao mar foi obstruído para poderem finalmente aceder ao poço original.


Uma má notícia que afinal era boa!

Apesar desta precaução, o poço continuava a encher-se de tempos a tempos. Foi preciso chegar a 1942 para descobrirem que havia um segundo túnel, por onde a água passava e enchia o poço, a mais de 45 metros de profundidade. E talvez ainda houvesse outros mais profundos! Paradoxalmente, esta má notícia tornou-se numa boa notícia para os investigadores e num sinal de esperança!

Na verdade, por que é que alguém se daria ao trabalho de construir um poço tão complexo, com um sistema de proteção praticamente intransponível, se não houvesse algo de muito valor escondido nestes misteriosos cofres?

Contudo, até hoje, foi impossível aceder a este tesouro que talvez guarde para sempre o seu segredo!


O que é que está dentro dos cofres?

Evidentemente que, em mais de dois séculos, se pensou em inúmeras hipóteses relativamente à origem deste tesouro e àqueles que o esconderam. Foram evocadas todas as possibilidades, claro, como piratas que teriam enterrado um tesouro e que nunca mais o vieram buscar por terem morrido no mar, por exemplo.

No entanto, esta hipótese dos piratas é refutada pelo próprio poço. É difícil imaginar simples foras-da-lei escavarem um poço desta complexidade e a esta profundidade.
Manifestamente, aqueles que construíram este sistema complicado tinham grandes conhecimentos de perfuração e de construção.

Isto leva-nos a uma das poucas explicações plausíveis que foi evocada pelo escritor Rupert Fumeaux no seu livro "O Mistério do Poço do Tesouro". Segundo este, o estado do famoso guincho encontrado pelo jovem McGinnis provava que o poço não poderia ter sido escavado depois de 1780, o que situa a sua construção no momento da Guerra da Independência americana contra a Inglaterra.

Em 1778, o governador inglês de Nova Iorque preparava-se para se render face ao exército de Georges Washington. Ele teria então pedido a um regimento de engenharia militar que se encontrava em Halifax, a grande cidade mais próxima de Oak Island, que escondessem o salário de todas as tropas britânicas que ele tinha em sua posse. Esta quantidade enorme não deveria jamais chegar às mãos das tropas americanas.

Isto explicaria a construção de um esconderijo tão complexo que até hoje ninguém foi capaz de escavar este tesouro apesar dos grandes meios utilizados!

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